Superar dívidas bancárias é um desafio que afeta tanto pessoas físicas quanto jurídicas. A sensação de estar preso em um ciclo de dívidas pode ser dolorosa, mas com as estratégias certas, é possível retomar o controle das suas finanças.
A seguir, apresentamos 6 pontos essenciais para ajudá-lo a superar seus débitos bancários.
- Entenda o Impacto das Dívidas Bancárias na Sua Vida
- O Que o Banco Pode (e Não Pode) Fazer Contra Você
- Como a Lei do Superendividamento Beneficia os Devedores
- Passo a Passo para Negociar suas Dívidas com o Banco
- Alternativas para Resolver Suas Dívidas
- Como Evitar Mais Dívidas e Recuperar seu Controle Financeiro
- Conclusão
1. Entenda o Impacto das Dívidas Bancárias na Sua Vida
Estar ciente dos riscos associados às dívidas é fundamental para não ceder ao nervosismo emocional. Veja os principais riscos que os devedores de banco sofrem:
- Sofrer com a suspensão de documentos como CNH ou passaporte por decisão do juiz;
- Suspensão da CNH ou passaporte: em situações extremas, essas medidas podem ser solicitadas judicialmente.
- Registro da dívida em cartório: o protesto da dívida pode impactar suas chances de conseguir crédito, pois sua imagem fica prejudicada aos olhos do mercado.
- Inclusão do nome no Serasa e SPC: Deixar de pagar suas dívidas bancárias pode resultar na negativação do seu nome e, assim como o protesto da dívida, gerar restrições no mercado.
- Cobranças abusivas e assédio moral: ligações excessivas, ameaças e mensagens a todo momento cobrando sua dívida são atos ilegais e devem ser denunciados.
2. O Que o Banco Pode (e Não Pode) Fazer Contra Você
É comum que se espalhem mentiras sobre dívidas para que os consumidores a evitem ao máximo. Mas tenha sempre segurança de seus direitos:
“Você pode ser preso por não pagar a dívida.”
Falso! Você não pode ser preso por falta de quitação de dívidas civis, como as dívidas bancárias. A única prisão possível só ocorre em casos de pensão alimentícia não paga.

“Podemos penhorar seus bens e bloquear sua conta sem avisar.”
Falso! Só quem pode penhorar seus bens é o poder judiciário através de uma ordem direta do juiz. Suas contas bancárias só podem ser bloqueadas após o juiz determinar o bloqueio. Bancos não podem bloquear a sua conta sem essa autorização.
“Se não pagar, seu nome ficará sujo para sempre.”
Falso! O cadastro negativo só dura 5 anos, depois disso a cobrança fica inválida e o cadastro deve ser retirado.
“Se aceitar um acordo, sua dívida será apagada do histórico.”
Quase totalmente falso. O nome pode até sair do Serasa e do SPC, mas o banco pode manter o registro da dívida.
“É só pagar a dívida que o banco tira seu nome do sistema”
Falso! Não basta apenas quitar a dívida, é preciso notificar ao banco para que se regularize a situação. Assim você evita de pagar e continuar com o nome negativado no Serasa ou SPC.
Agora que sabemos o que é mito e o que é verdade, vamos entender como a lei pode te ajudar a sair dessa situação.
3. Como a Lei do Superendividamento Beneficia os Devedores
A Lei do Superendividamento (Lei nº 14.181/2021) protege os consumidores que não conseguem mais pagar suas dívidas sem comprometer toda a sua renda. Através dessa lei, você pode:
- Solicitar um plano de pagamento para quitar todas as dívidas;
- Preservar seu custo de vida sem comprometer toda sua renda;
- Reduzir os juros abusivos e multas irregulares do contrato;
- Evitar ser processado por ações judiciais e execuções de bens;
Se você já tentou negociar e não encontrou saída, pode ser o momento de buscar apoio de um advogado para usar essa lei ao seu favor.
4. Passo a Passo para Negociar suas Dívidas com o Bancos
Aceitar qualquer acordo com o banco pode piorar a situação, por isso não se deixe levar pelo medo. Siga passo a passo para conseguir um bom acordo:
- Faça um levantamento de todas as suas dívidas, prazos, valores e taxas de juros;
- Acesse o Registrato do Banco Central e descubra se há cobranças desconhecidas ou registros que precisam ser corrigidos;
- Converse com o Banco através de e-mail ou de mensagens para formalizar a negociação, ligações por telefone são mais difíceis de se registrarem e serem usadas como prova do acordo;
- Proponha um acordo que caiba no seu orçamento, os bancos preferem que você pague nas suas condições do que não pagar nada;
- Exija o contrato detalhado em forma física, não confie apenas em propostas verbais;
A negociação falhou? Há outros caminhos que podem te ajudar.
5. Alternativas para Resolver Suas Dívidas
Se o banco se recusar a oferecer um acordo justo, há algumas opções para resolver esse conflito:
- Através de um advogado solicitar a revisão de juros abusivos caso o banco tenha aplicado taxas muito altas;
- Se você quer pagar mas o banco se recusa a receber, é possível entrar com uma “ação de consignação em pagamento” na qual o valor é depositado diretamente pela Justiça;
- Para casos extremos, quando a dívida se tornou impagável, é possível solicitar a insolvência civil. É uma declaração que comprova que as dívidas são maiores do que seu patrimônio.
O segredo para sair das dívidas não é apenas negociar, mas também evitar contrair mais dívidas no futuro.
A chave para sair das dívidas não é apenas negociar, mas também evitar novos problemas no futuro.
6. Como Evitar Mais Dívidas e Recuperar seu Controle Financeiro
Sair das dívidas é só o primeiro passo. Para não voltar à mesma situação, siga essas orientações:
- Evite pagar apenas o valor mínimo do cartão de crédito, pois os juros podem transformar uma pequena dívida em um grande problema.
- Não pegue um empréstimo sem antes comparar taxas de diferentes instituições, há bancos menores e outras instituições que oferecem melhores condições de pagamento;
- Controle seus gastos através do registro detalhado em uma planilha, aplicativos ou um simples caderno de controle;
- Conhecimento é poder! A educação financeira te ajuda a evitar cair em armadilhas e a prosperar com mais segurança.
Conclusão
Supere suas dívidas bancárias através de conhecimento e estratégia, conte com ajuda profissional para entender qual é o melhor caminho. Uma orientação jurídica especializada permite que você revise os juros abusivos dos contratos, negocie de forma segura ou recorra à Justiça.
Saia do endividamento e conquiste sua segurança financeira através de um bom advogado.
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